O todo poderoso Sol



No meu post anterior, ao rever a imagem do Villaró sobre o sol que rege meu signo (Touro) e perceber a veneração que o artista tem pelo astro, me pus a refletir a importância que ele (o sol) tem para diversos povos. 

  
Pra quem tiver oportunidade de ir um dia, vale muito ver o sol se despedir em Casapueblo 


Desde que o mundo é mundo o homem tenta responder às questões básicas da vida. Quem somos? De onde viemos e para onde vamos? Por isso, várias teorias e lendas foram elaboradas para tentar sanar essas dúvidas. Para incas, maias e astecas, o que dava sentido ao mundo e a tudo que acontecia era o sol. Para essas culturas, o astro desempenhava um papel explicativo e exercia funções sobre as ações da natureza e humanas. 

Os astecas, por exemplo, acreditavam em vários deuses, sendo o sol a divindade máxima. Segundo as lendas astecas, o primeiro sol, o da água, foi levado pela correnteza. Nesse momento todos que viviam na Terra viraram peixes. O segundo sol foi devorado por tigres, o terceiro foi levado por uma chuva de fogo, já o quarto, que era o sol do vento, foi apagado por uma tempestade.

Sem ele, os deuses reuniram-se para escolher quem seria o próximo astro. Então, um deus pobre e doente se converteu sol, outro rico na lua e os demais nas estrelas. Segundo a lenda, o mundo ainda vive o ciclo deste quinto sol.

Na sociedade incaica, conhecida como império do sol, o grande “Inca” era o responsável por fazer a adoração solar, pois ele era considerado seu descendente direto. Durante a colheita dos produtos, ele oferecia a maior parte no culto ao sol, o restante era dividido entre a comunidade. Vale lembrar que o “Inca” ocupava o topo das pirâmides sociais e era a pessoa mais influente na sociedade.

A lenda do fim do mundo em 2012

Os maias guardam a mais apocalíptica visão sobre sol. A profecia maia conta que 2012 marca o fim de um ciclo do calendário deles, acreditando-se que seja uma época de muitos desastres e catástrofes naturais. Na versão dos maias, Deus está no centro da galáxia e se comunica por meio dos raios solares. O calendário sagrado maia indica os ciclos do astro e sua influência sobre a vida humana. A cada novo ciclo, mudanças.

Bem, sei que 2012 para mim será o período de realizar um sonho que é conhecer a terra dos maias. Com certeza para mim será um novo ciclo!

Pedra do Sol Asteca


Dedicado ao Sol, o gigantesco calendário contém um grande número de inscrições e símbolos relacionados com o astro.Esses elementos estão distribuídos em forma circular, a partir do centro, onde se destaca o rosto de Tonatiuh (Sol).


Sol inca

 As divindades supremas da religião Inca eram o Sol  (Inti, deus do Alto) e Viracocha (deus de Baixo).O Sol refere-se ao céu, fogo e a serra. Viracocha aponta para a Terra, a água e a costa. 

Punta del Este no inverno

Pode parecer meio louco, mas visitar Punta de Este no inverno é maravilhoso. Principalmente se o seu objetivo é conhecer o lugar e sua história. Como adoro fotos, foi ótimo porque não há muitos turistas nesta época, então os monumentos ficam mais livres. 


Estive duas vezes em Punta no mês de agosto fazendo o mesmo roteiro. Explico: no meio da minha Trip no Uruguai eu perdi TODAS as minhas fotos porque minha máquina caiu no Rio da Prata. Enfim, como Punta é excelente e voltar sem fotos da viagem não dá, eis que regressei e reconheci, rs.


Mas o principal atrativo é a economia. Tudo em Punta nesta época é muito barato, claro. Hospedagem e restaurantes com o preço super em conta. Eu sou rata de praia, mas valeu muito à pena conhecer Punta, mesmo sem dar uma nadadinha.

Para chegar em Punta, há um ônibus de linha no terminal de Tres Cruces, em Montevideo (esqueça os terminais que conhecemos por aqui), ele parece um mini shopping, super limpo, organizado e com opções de lojas e locais para comer. De lá é possível ir para vários destinos turísticos do Uruguai. A passagem para Punta é barata, cerca de 15 reais. É simples, prático e barato.  Duas companhias operam entre a capital e Punta del Este: a COT (tel. 042 48-6810) e a COPSA (tel. 042 48-9205). Os ônibus partem do terminal e fazem parada no Aeroporto Internacional de Carrasco.

Ao chegar ao terminal de ônibus de Punta  tem um estande de informações turísticas, lá dá para pegar dicas e mapas do que fazer em Punta.

Para quem não gosta de comprar pacotes com agências, uma dica que foi muito útil: o guia em áudio, disponível no site: http://audioguias.travel/es_latam/Uruguay/Maldonado-Punta-del-Este/. Foi uma experiência interessante. Dispensa o guia, rs.

No inverno, um dia é suficiente para conhecer a península central andando e com mapa que conseguimos na rodoviária de Punta ficou super fácil. Percorremos:

Paseo de las Américas







É aqui que fica a famosa escultura “La Mano”. Mas quem passar por lá vai ver que pela praia há mais esculturas. Elas foram erguidas durante um encontro internacional de escultores na década de 90.


Balneário:



Mesmo sem poder entrar na água, percorrer a parte da costa de Punta é incrível. Em certo momento chegamos na parte em que a praia tem uma enorme passarela de madeira. Dá uma nostalgia! O cenário fica uma graça. 

Farol
O farol foi erguido em 1860 para orientar a navegação entre o Oceano Atlântico e o Rio da Prata. Ele funciona com eletricidade.

Parroquia
A igreja está localizada em frente ao farol. É uma gracinha por dentro, mas perdi as fotos internas L.

Conrad
O famoso hotel e cassino vale ser visitado. O local estava se preparando para receber um show do meu ex-amor platônico Ricky Martin, que seria no começo de setembro.

Comida
Apesar do preço convidativo dos restaurantes, comemos empanadas em uma lanchonete chamada  Las Tucumanitas. Nunca comi empanadas tão gostosas como as de lá. Dá água na boca só de pensar. Vale dar uma passada.

Casapueblo
Depois de um dia andando seguimos para Casapueblo, localizada em Punta Ballena, na primeira visita fechada. Isso porque no inverno a celebração ao sol é mais cedo. 


Para chegar lá, basta pegar um ônibus em Punta del Este e pedir para sair perto de Casapueblo, ou em Puertozuelo. De lá para ir andando tranquilamente e admirando as paisagens bonitas, além das casas maravilhosas da região.
















Dizem que no verão a celebração é ainda mais linda porque o sol tem uma posição diferente e parece se despedir entrando na água. Enquanto o sol vai se pondo, um poema de agradecimento ao sol é declamado de forma sincronizada, de modo que ele se encerra no mesmo momento que o sol some no horizonte. Fantástico!

Acredito muito que os males vêm para o bem. No primeiro momento fiquei muito triste de encontrar Casapueblo fechada da primeira vez.  Mas o melhor estava por vir: na segunda visita, após a cerimônia, o artista criador do local, Carlos Paez Villaró nos presenteou com sua companhia. Atencioso e simpático ficou entre os visitantes assinando suas obras. Foi uma sequência de momentos mágicos. 




Meu Sol de Touro, com dedicatória de Villaró


E na volta o espetacular luar de Punta Ballena com vista para a penísula de Punta del Este!!!

Alucinada com o Eletrotango...

Antes de ir a Buenos Aires tinha ouvido falar vagamente sobre Eletrotango. O nome já diz por si só as características do estilo. 

Pude conhecer um pouco mais sobre ele, já que onde estávamos hospedados, um dos recepcionistas era louco por esse tipo de som. Eu já curtia o tango tradicional, mas o eletro me deixa com mais vontade de bailar. Fico viajando no som, rs.

No Brasil, na época da novela “A Favorita”, o eletrotango tocava todos os dias durante a abertura. O grupo “Bajofondo”, segundo me contou o recepcionista do hotel, é o mais querido dos grupos de eletrotango. Não sei se é o mais querido, mas que é muito bom, é.



Bajofondo - Pa'Bailar



Bajofondo - Perfume

Em vários locais que passei, o som mais ouvido era do grupo “Otros Aires”.  Eles mesclam os sons contemporâneos aos do início do século XX.
Eu estou um pouco viciada em ouvir e compartilho com vocês:

Otros Aires - Sin Rumbo

Otros Aires - Allerdings


Cervejas de nossos vizinhos

Não sou uma entendedora de cervejas, mas uma apreciadora, apenas.

O gosto de cada pessoa é diferente e darei aqui a minha humilde opinião sobre as cervejas que provei em alguns lugares que visitei. Resolvi criar um ranking de acordo com o que eu achei de cada uma delas e uma visão pessoal. Vamos lá:

15º Lugar - Quilmes Stout (Argentina)
Não sou muito fã de cerveja preta, talvez por isso ela não esteja dentre as minhas preferidas. É bem doce e com sabor que lembra caramelo.
Teor alcoólico: 4,8% ABV.




14º Lugar - Pilsen âmbar (Uruguai)
Pelo menos motivo da Quilmes Stout não me agradou tanto. O adocicado me deixa enjoada. Mas para quem gosta pode ser uma boa opção. O sabor é um pouco mais fraco que a Malzebier.
Teor alcoólico: 5,2% ABV.


13º Lugar - Quilmes Bock (Argentina)
Ah, achei meio com gosto de xarope, rsrs. Não curti muito.
Teor alcóolico: 6,3% ABV.



12º Lugar -  Pilsen (Uruguai)
Ela é uma cerveja bem fraca no sabor. Achei meio "aguada".
Teor alcoólico: 5,1% ABV.



11º Lugar - Palermo (Argentina)
É boa, mas não surpreende. Não é aquela coisa que se diga: "minha nossa que espetacular".
Teor alcóolico: 4,9% ABV



10º Lugar - Patagônia Weisse (Argentina)
Apesar do preço salgadinho (cerca de 12 reais), não tem nada demais. Não sei se criei muita expectativa por conta do valor, pensando estar levando algo fabuloso. É boa, mas se eu tivesse que escolher, não compraria de novo.
Teor alcóolico: 5% ABV.


9º Lugar - Paceña (Bolívia)
Achei semelhante à Skol, só que mais "aguada". Não é muito encorpada, mas é gostosa. Não se sente sensação de "peso" na barriga. É mediana.
Teor alcoólico: 3,9% ABV.


8º Lugar - Isenbeck (Argentina)
Não dá muita espuma, mas eu prefiro assim mesmo. Sabor agradável, mas não excelente. Média.
Teor alcoólico: 4,6% ABV.

7º Lugar - Quilmes Bajo Cero (Argentina)
É suave e refrescante. Nada fantástico. É semelhante à Quilmes Cristal, só que mais aguada. Mas não a dispensaria em dias quentes. 
Teor alcoólico: 4,9% ABV.



6º Lugar - Quilmes Cristal (Argentina)
É a mais popular da Argentina. Ela é razoável. Parece com as cervejas pilsens que temos no Brasil. É leve
Teor alcóolico: 4,9% ABV.



5º Lugar - Patrícia (Uruguai)
Gostei. Ao mesmo tempo em que tem o sabor marcante, é leve, característica que as mulheres adoram. Afinal nada como beber e não ficar com a barriga estufada na calça, né meninas?
Teor alcóolico: 5% ABV.


4º Lugar -Iguana (Argentina)
Ela tem o sabor bem leve, mas aprovei. Também não faz muita espuma, característica que eu gosto. Não tem o sabor muito acentuado, mas eu gostei.
Teor alcoólico: 5,2% ABV.


3º Lugar - Zillertal (Uruguai)
Gostei bastante, ela é leve, mas com sabor amargo bem marcante. Aprovei.
Teor alcóolico: 5,5% ABV.


2º Lugar - Quilmes Red Lager (Argentina)
Aprovada. É cremosa e saborosa. Possui cor avermelhada e sabor delicioso. Ela é levemente adocicada, o que não a torna enjoativa. Nota-se na degustação também um leve sabor amargo.
Teor alcóolico: 4,7% ABV.


1º Lugar - Bock (Bolívia)
Para mim essa foi a mais deliciosa que provei até hoje. Estou até salivando de lembrar. Tem o que busco em uma cerveja: sabor marcante, sem me deixar com sensação de estufamento. Apesar de ser Bock, ela não tem coloração avermelhada e sim amarelada. Perfeita. O sabor é incrível!
Teor alcóolico: 7% ABV.






Tim Tim!!





Dicas gerais sobre a Bolívia


Para fechar minha série de posts sobre a Bolívia, tenho algumas dicas e impressões que talvez sirvam a quem se interessar em ir para lá:


- Com relação às temperaturas (março): Santa Cruz é um forno de dia é bem frio à noite. La Paz é frio a qualquer hora, mesmo com o sol, a sensação térmica é de friaca. Leve um protetor solar, pois não sentimos a ação dos raios solares... até que olhamos no espelho e vemos o rosto sapecado.


- Na Bolívia é muito fácil ser rico. Como tudo é muito barato, dá para fazer a festa, com pequenas regalias. Andar de táxi para cima e para baixo é uma delas, é muuuiitooo barato. Comer também. Tudo vem com acompanhamento de arroz e batatas em generosa proporção. É possível fazer um excelente e bem servido almoço desembolsando a bagatela de 10 reais.


Parrilla para dos:

Pollo, carne e papas fritas:


A nota de 10 bolivianos. O que equivale a R$ 2,30 aproximadamente:



- Quem gosta de comprar CDs (principalmente antigos) ri à toa. Sou fã de música mexicana e muitos artistas de lá fazem sucesso na Bolívia. O bacana é que deu para encontrar alguns raros para a gente que é brasileiro. Alguns que nunca foram vendidos por aqui ou que são caríssimos pela internet. Os preços dos que comprei variavam de 10 a 35 reais. Me esbaldei!


- Fomos em época de carnaval, festividade sagrada para eles. Por isso, muitos estabelecimentos estavam fechados, inclusive serviços básicos. Precisei de farmácia e foi uma luta para encontrar. Banheiros públicos também fecham.


- Sempre falam para tomarmos cuidado com os taxistas, pois eles podem nos assaltar. Como lá os táxis não têm padrão, é até difícil saber quais são os verdadeiros. Apesar disso não tivemos problemas. Ah, um detalhe: SEMPRE combine o valor da corrida antes.


- O transporte público é feito por ônibus e vans bem velhos. Mas não é difícil se deslocar. As plaquinhas são bem bagunçadas, mas bem informativas.



- O pão na Bolívia é bem diferente. Ele é crocante e com um sabor mais forte que o nosso pão de sal (francês). Na hora da bocada é bom esquecer ou não saber de onde eles vêm: quando andar pelas ruas e ver as cholitas com as cestas de pães no chão, sem luva e unhas bem pretinhas vai saber do que estou falando. Rsrsrs.



- O chá de coca é bem gostoso. Ao contrário do que muitos pensam, o chá não é para nos deixar doidões, mas sim para amenizar os males que sentimos por conta da altitude, o famoso “soroche” (geralmente no segundo ou terceiro dia, a cabeça dói um pouco. Eu me senti um pouco tonta durante a noite, mas nada demais. Algumas pessoas sentem náuseas)



- Sou louca por café e para quem gosta, o café boliviano não é lá grande coisa. É aguado, fraquinho. Ah detalhe que lá é feito de forma diferente: nos hotéis disponibilizam uma garrafa do café mais concentrado (bem pouco) e outra é de água para a mistura.


Fora isso, provamos a bebida no Café Alexander que serviu pratos deliciosos. O café é “gostosinho”, mas nada como o brasileiro.



No mais, o que posso dizer da Bolívia é que eu amei a viagem!!! As diferenças culturais enriquecem. Os costumes distintos e as pequenas dificuldades engradeceram cada momento. Super indico. O importante é viajar sem preconceitos e disposto a mergulhar no diferente.

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