Santa Cruz de la Sierra

Não é nem necessário dizer que sou uma apaixonada pela cultura latina. Pois bem, e também não é de hoje que tinha vontade de visitar um país de nossa rica América do Sul. Minha primeira empreitada internacional foi para um destino diferente, aos olhos dos brasileiros: a Bolívia. Para a maioria das pessoas, o destino causa até certa estranheza, mas posso dizer que, mesmo antes de fazer a viagem, já tinha certeza de que não iria me arrepender. E tenho certeza de que os posts sobre essa viagem calarão os que palpitaram contra o roteiro e torceram o nariz. Hunff. O país é riquíssimo em tradição, cultura, paisagens e o principal: gente boníssima. Os bolivianos são encantadores, receptivos e super dispostos a ajudar. E para completar: lá tudo é muuuuito barato!! Mas vamos parar de lenga-lenga e falar de lá, não é?




Santa Cruz: Mesmo com pouco tempo, tentamos aproveitar ao máximo o que cada lugar tinha para nos oferecer. Por isso, a primeira parada turística foi no Parque Urbano de Santa Cruz de la Sierra. Não há muita coisa para se ver, mas é um dos pontos principais da cidade. Respirar ar puro também sempre é bom. É lá que muitos cruceños aproveitam para caminhar e praticar atividades físicas.




Pertinho dali, quem é fã de Chaves faz a festa. Isso porque, a poucos metros do parque, pode-se encontrar um restaurante (não é aquela coisa que se diga minha nooossa que restaurante) que leva o nome Don Ramon (nome pelo qual o Sr. Madruga era conhecido). Não é exatamente um ponto turístico, mas para quem gosta da série, talvez valha fazer um registro.




Localizada na praça 24 de Septiembre, a também chamada Basílica de San Lorenzo, é um ponto imperdivel da cidade de Santa Cruz de la Sierra. Infelizmente, como era carnaval, a cidade para. Nem a igreja estava aberta em Santa Cruz. O carnaval tem a tradição fortíssima por lá (assim como aqui). Tudo fecha mesmo. Mas conseguimos fazer um registro no local que possui arquitetura bem característica. Na mesma praça podemos encontrar os escritórios administrativos do governo municipal, além da Casa de la Cultura e do Palacio del Gobierno.

Uma vida de música, um legado de esperança

Nada melhor que ouvir palavras boas, de conforto ou de reflexão. Melhor ainda quando elas provêm de uma voz agradável de ouvir. Há intérpretes que merecem ser ouvidos só por sua história. Há outros que, por sua história e trabalho, merecem ser eternizados. É o caso de Soraya, uma cantora americana que alcançou sucesso na Colômbia. Faleceu em 2006, aos 37 anos, vítima de câncer de mama.

"Sem seus ouvidos minhas canções seriam só um sonho. Minha arte sempre por vocês e para vocês. Espero que vocês a possam sentir, pensar, apreciar, questionar, aspirar e, sobretudo, amar", essas foram algumas das últimas palavras de Soraya a seus fãs, escritas em seu site oficial.

Descendente de hispanoamericanos, Soraya abraçou suas raízes latinas e foi bem recebida pelo público. No auge do sucesso, ela descobriu o câncer aos 31 anos e fez várias campanhas de conscientização sobre a doença. As letras de suas canções passaram a ter cada vez mais caráter educativo para as outras mulheres.

O livro "Soraya: uma vida de música, um legado de esperança" resume em uma frase a coragem e determinação da artista. Para quem quiser conhecer um pouco mais da história de Soraya recomendo www.soraya.com

Compartilho algumas canções:


Por ser quien soy




De repente




Dreaming of You - feat Barrio Boyz
(Homenagem à também falecida Selena Quintanilla)


Mais uma vez São Paulo

Réveillon em São Paulo tem muitas vantagens. A maior cidade do Brasil fica praticamente vazia. Mas é bacana conhecer a cidade nesta época. Fica super fácil andar pelas ruas. A maior tranquilidade e sem empurra-empurra. Até a 25 de março pareceu uma rua normal. Dá para imaginar? Consegui comprar minhas bugigangas na santa paz. E o trânsito das ruas é o principal aliado: flui, que só. Maravilha!

Pude conferir os encantos do Ibirapuera. Lindo de viver. Só não deitei sob as árvores porque o tempo era curto. Um encanto de lugar! Uma dica a quem passar por lá: na hora de comer, dê preferência aos restaurantes de fora do Parque. Lá dentro, além da comida não ser lá aquela coisa, o preço é bem salgadinho. Na saída, uma parada no monumento às bandeiras.

Em uma passagem pela Zona Sul, conferi o Parque Alfredo Volpi, ou Bosque do Morumbi. Ele é pequeno, mas super aconchegante para um típico piquenique. Ainda no Morumbi, passei pelo estádio. Uma pena não ser época de jogo. Aliás, segundo quem me acompanhou é melhor assim, porque em dia de jogo fica intransitável. Então, sendo assim, sim, né?

Por ser época festiva, dei de cara nas portas de muitos locais. Museus, institutos, tudo fechado. Mas pelo menos deu para passar e fazer um registro. Aproveitei a passadinha pelo centro e visitei a Bovespa para registrar.

A parte saborosa do passeio incluiu dessa vez uma Casa de Churros no Tatuapé (http://www.casadochurro.com.br/) que tem delícias de tudo que é jeito. Opções doces e salgadas para nossa alegria. Tem até churros em roda. O roteiro incluiu também o delicioso sanduíche de mortadela no Mercadão. Genteee que coisa boa! Dá até água na boca lembrar.

Mas o destaque gastronômico da vez foi a churrascaria Prazeres da Carne (http://www.grillhall.com.br/), na Vila Mariana. Delícia de lugar, comida e atendimento excelente. Adorei! Apesar de ser churrascaria, o rodízio inclui comida japonesa, massas, frutos do mar, paella, etc, etc, etc. Gentileza e cordialidade também marcam o lugar. Perfeito!

Mais uma vez destilei meu “capixabês”. É engraçado conversar quando as pessoas não entendem o que é pocar, gastura, taruíra, entre outras expressões do meu amado ES. Onde já se viu? Rsrsrsrs.

A melancólica Dalida

Conheci a cantora Dalida na voz de Ninel Conde, com a música Salma ya Salama (homem de areia na tradução). Na verdade, Dalida foi uma das cantoras que regravou a música, na década de 70. A versão original, de 1934, é do cantor egípicio Sayed Darwish. Gostei da voz da Dalida e fui pesquisar mais músicas e acabei descobrindo um filme sobre sua vida (e que vida).


Dalida era egípicia, nascida em Cairo, (foi Miss Egito), mas foi em Paris, na França, que obteve fama como cantora e atriz.

Amor, infelicidade e arte
Seu primeiro casamento com o produtor musical Lucien Morrise não durou muito tempo. Outro breve romance ela teve com o cantor italiano Luigi Tenco, com quem havia trabalhado uma de suas músicas Chiao amore Chiao, que havia fracassado em um festival importante na época, mas atualmente é uma das músicas mais conhecidas da carreira da cantora. Luigi suicidou em 67. Transtornada, Dalida também tentou suicídio no mesmo ano com dose alta de remédios. Foi salva por uma camareira e ficou 5 dias inconsciente.

Retomando a carreira, a partir da década de 70, as letras das canções de Dalida passaram a ser mais profundas, já que ela tentava aliviar a solidão estudando os princípios de psicologia. Foi nessa época que ela gravou a versão em francês da música italiana Paroles, Paroles e a música Gigi L’Amoroso. Nessa época também, Dalida casou-se com o cantor Richard Chanfray, com quem viveu um romance conturbado, cheio de agressões. 76 é o ano da gravação de Salma ya Salama. Essa e outras canções árabes regravadas por Dalida expandiram o sucesso mundial da cantora, que apresentou-se algumas vezes no Brasil.

O sofrimento amoroso e a melancolia de Dalida eram passadas para suas músicas (mais perceptível nas músicas após meados da década de 70). Mesmo tendo uma carreira exitosa, ela não conseguiu superar os problemas pessoais.

Dalida morreu aos 54 anos, em 87, após ingerir uma alta quantidade de remédios. Ela vestiu-se com uma camisola de seda branca e pôs óculos de sol, deixando um bilhete com as seguintes inscrições: Perdoem-me, a vida se tornou insuportável.

Bom, somente 23 anos após a sua morte que eu a escutei pela primeira vez. Após conhecer sua história, confesso que a vontade de ouvir e descobrir a arte de Dalida despertou. Antiga, mas a arte é arte independente do tempo de sua
criação. Compartilho um pouco de Dalida:



Dalida, o filme:

Salma, ya salama - versão Dalida



Salma ya Salama- versão espanhol- Ninel Conde



CNT está na internet

Para quem ama tramas latinas como eu, deve ficar de olho no site da CNT. Atualmente o canal exibe as as novelas "Acorrentada" e "Alma Indomável" (segunda a sabado, 21h e 22h), além da série "Mulheres Assassinas" (toda quinta, às 22h50). Em muitos estados havia dificuldade para sintonizar o canal pela tv. Agora basta acessar: www.redecnt.com.br e clicar no link "Ao Vivo".




Feliz cumple Ninel Conde!

Não é novidade que sou mega power fã da cantora e atriz mexicana Ninel Conde. Em comemoração ao seu aniversário (29 de setembro), reproduzo matéria que fiz para o meu TCC sobre ela.

Por onde anda Alma Rey?

Interpretada pela atriz mexicana Ninel Conde, a personagem da telenovela Rebelde teve grande destaque na trama. Na vida real ela é uma artista de sucesso em seu país: além de atriz, é cantora, apresentadora, modelo e empresária.

Lenin, ao contrário. Esta foi uma forma encontrada pela humilde senhora Myrna Conde para eternizar o nome de seu marido. Carregando o nome do pai, Ninel Conde, a mais nova dos seis filhos do casal sempre brincava em frente ao espelho, sonhando com o dia em que seria uma grande artista e daria grande orgulho aos pais. E esse dia chegou. Reconhecida internacionalmente por sua atuação na telenovela Rebelde, Ninel desfruta hoje do êxito que sempre sonhou.

Na história da telenovela Rebelde, que lhe rendeu fama em países da América Latina, Europa e Ásia, ela interpretava a personagem Alma Rey, uma cantora que havia engravidado ainda na adolescência. Mãe da jovem e rebelde Roberta Pardo (Dulce Maria), Alma tinha grande sucesso na vida profissional, mas, vivia em meio a grandes confusões na pessoal.

Com cenas divertidas e combinadas com apresentações de suas canções próprias, Ninel conseguiu promover sua carreira pessoal junto à personagem. Por isso, engana-se quem pensa que as canções apresentadas na trama eram apenas encenação.

Muito além de Rebelde
Ninel é uma artista multifacetada: canta, dança, atua, compõe, apresenta, é criadora de uma linha de cremes de beleza e mantém uma fundação para mulheres com câncer no seio, doença que matou sua mãe.

A carreira de Ninel Conde começa, no entanto, muito antes de Alma Rey. Sua trajetória teve início oficialmente em 1995, após ter vencido um concurso de beleza. Ninel estudou atuação, canto, dança, teatro e técnicas de direção e projeção. Começou atuando em programas de auditório, com participações em gravações especiais na Televisa, depois seguiu para a atuação em novelas.

Mas, sua carreira não se concentrou apenas na televisão. Sua sede de crescer profissionalmente como atriz a levou a pisar nos palcos teatrais e ingressar na carreira discográfica, em 2002. Em 2005, ela gravou novas versões para a música El Bombón Asesino, do grupo argentino Los Palmares. O sucesso da canção foi tanto que Ninel ficou conhecida por esta expressão no México.

Após sua participação na trama, a artista lançou mais dois CDs: Las 20 más exitosas de Ninel Conde (2008) e Libre (2009) -esse último não saiu à venda - e participou do programa El Show de los Sueños, em que o objetivo era fazer com que artistas já consagrados fossem padrinhos de outros desconhecidos, ajudando-os a divulgar seu trabalho.

Como atriz, ela participou de mais duas telenovelas: Fuego en la Sangre (2008), com a personagem Rosário, uma cantora de bar sofrida; e Mar de Amor (2009), em que Ninel interpreta a vilã Coral. Como apresentadora, ela participa semanalmente do programa de auditório Desmadruga2, uma atração que mescla apresentações musicais com peças teatrais.

Ninel Conde em números:
12 telenovelas
2 filmes
5 CDs
17 premiações de beleza
14 apresentações de prêmios de música
1 programa de auditório

Saiba mais sobre Ninel em www.ninel-conde.com.mx

Um camaleão chamado Mónica Naranjo


Descobri na casa um amigo, há uns meses, a cantora espanhola Mónica Naranjo. Seu estilo? Impossível dizer, Monica é indescritível. Gótica, romântica, lírica, pop, latina, eletrônica. Ela é tudo isso e, ao mesmo tempo, nada disso. Apesar do visual também metamórfico, um aspecto não muda de forma alguma: seu potencial vocal. Compartilho duas músicas que mostram um pouco do pluralismo musical da Mónica. Curti!




Europa



Oyeme




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